Residência Artística

Quinta-feira, 27.05 2021
🔴 RESIDÊNCIA ARTÍSTICA
SALOMÉ LAMAS (realizadora e artista plástica) desenvolve em Mértola uma residência de investigação artística inspirada na dimensão cultural e paisagística locais.

➔ Um banco de imagens, cores, texturas, formas, culturas. São muitos os mundos que cabem nesta vila-museu e no território circundante de Mértola, que Salomé Lamas registou durante a sua residência artística.
A 27 de maio, Salomé Lamas partilha com o público o processo de desenvolvimento da sua residência artística. Ocasião para também exibir dois filmes de sua autoria, “Extraction” e “Terra de Ninguém”, seguido de conversa com o público.

Salomé Lamas (Lisboa) estudou cinema em Lisboa e Praga, artes visuais em Amsterdão e é doutoranda em arte contemporânea em Coimbra. O seu trabalho tem sido exibido tanto em contextos artísticos como em festivais de cinema tais como Berlinale, BAFICI, Museo Arte Reina Sofia, FIAC, MNAC – Museu do Chiado, DocLisboa, Cinema du Réel, Visions du Réel, MoMA – Museum of Modern Art, Museo Guggenheim Bilbao, Harvard Film Archive, Museum of Moving Images NY, Jewish Museum NY, Fid Marseille, Arsenal Institut fur film und videokunst, Viennale, Culturgest, CCB – Centro Cultural de Belém, Hong Kong FF, Museu Serralves, Tate Modern, CPH: DOX, Centre d’Art Contemporain de Genève, Bozar , Tabakalera, ICA  London,  TBA 21 Foundation, Louvre, Mostra de São Paulo, CAC Vilnius, MALBA, FAEMA, SESC São Paulo, MAAT, La Biennale di Venezia Architettura, entre outros.
Lamas recebeu diversas bolsas, tais como a Gardner Film Study Center Fellowship – Harvard University, Film Study Center-Harvard Fellowship, The Rockefeller Foundation – Bellagio Center, Brown Foundation – Dora Maar House, Fundación Botín, Fundação Calouste Gulbenkian, Sundance, Bogliasco Foundation, The MacDowell Colony, Yaddo, Camargo Foundation, Berliner Künstlerprogramm des DAAD.
Colabora com a Universidade Catolica do Porto, Instituto Universitário da Maia e Elias Querejeta Zine Eskola. Colabora com a produtora O Som e a Fúria e é representada pela Kubikgallery. www.salomelamas.info

Dizem alguns cinéfilos que o Baixo Alentejo é uma localização perfeita para um western, fazendo deste apenas um exemplo da multiplicidade de ambientes e significados a que a planície alentejana se presta. E de facto, basta conhecer um pouco da sua paisagem para facilmente nos transportarmos para este cenário de horizontes sem fim. A planície inabitada convida à exploração, não necessariamente no sentido mais material da palavra, mas na sua dimensão quase mítica.  O ouro aqui é outro…
Quando pensamos nas realizadoras Cláudia Ribeiro e Salomé Lamas, duas realizadoras distintas, nas suas linguagens e nos seus percursos, para habitar este território, partimos de uma palavra costumeira na programação de cinema: diálogo. Cláudia Ribeiro trabalha sobre os conceitos de cultura e identidade, movida por um questionamento constante do comportamento humano, da memória, da representação e do conceito de realidade. Salomé Lamas trabalha nas fronteiras entre a ficção e o documentário, bem como entre a sala de cinema e a galeria de arte.  A especificidade de cada corpo de trabalho será desenvolvida em canteiros diferentes, mas em diálogo com este vasto espaço de acolhimento, com o seu património cultural, natural e humano.
Se o Alentejo, como outras regiões de Portugal, é vulgarmente considerado deserto, a verdade é que atrai artistas como exploradores de regiões que nunca conheceram, ao contrário dos seus antepassados. Ao convidarmos estas duas cineastas para aí viverem, nesse lugar solar, para experimentarem a fronteira entre a ficção e a realidade, arriscamos assim um olhar exterior a essa no man’s land, que a vê e a visita com o intuito de nos dar uma nova visão sobre o que foi, é e pode ser.
Joana Gusmão e Nuno Lisboa, programadores de cinema do Futurama

Quando

Quinta-feira, 27.05 2021

Onde

Cine-Teatro Marques Duque (Mértola)

Horário

18h

Bilhetes

Entrada livre

Inscrição

Não