Constelação da Fisicalidade

Sábado, 19.06 2021, 18h
🔴 CONSTELAÇÃO DA FISICALIDADE
Com Mónica Calle (atriz e encenadora) e Moços d’Uma Cana (grupo de viola campaniça)

Mónica Calle
O trabalho teatral de Mónica Calle estende-se ao longo de três décadas, e inclui encenações que são consideradas históricas no contexto português. Um destes trabalhos é o “Ensaio Para Uma Cartografia”, estreado no Teatro Nacional D. Maria II, onde a palavra desaparece para dar lugar à expressão máxima dos corpos e da resistência. “O Escuro Que Te Ilumina”, a sua mais recente criação que estreou na Culturgest, continua esse trabalho, levando os conceitos de resistência e superação, que estavam no centro da peça, para o espaço público.
Em 1992 funda o grupo de teatro Casa Conveniente. O primeiro espetáculo foi “Virgem Doida”. seguido de “Menina Júlia”, “Jogos de Noite” e Os “Dias que nos Dão”, de Luís Fonseca, e “Os Paraísos do Caminho Vazio de Rosa”, de Liksom, marcaram a primeira década do grupo de teatro.A Mónica Calle e ao dramaturgo Luís Fonseca juntaram-se mais tarde as atrizes Mónica Garnel e Ana Ribeiro e espetáculos como “Bar da Meia-Noite”, “Três Irmãs – Que Importância é Que Isto Tem?” e “Um Dia Virá”.
Em 2003 foi nomeada como melhor atriz de teatro nos Globos de Ouro. Em 2005 é nomeada como melhor atriz de cinema nos Globos de Ouro (SIC/Caras) pelo filme A Costa dos Murmúrios. Em 2011, por Recordações de uma revolução, recebe o Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores para Melhor Espetáculo de Teatro. Em 2013, encenou e interpretou, no Grande Auditório da Culturgest, Os meus sentimentos, de Dulce Maria Cardoso, eleito um dos 10 Melhores Espetáculos de Teatro do Ano pelo semanário Expresso. Recebeu a Menção Especial do Prémio da Crítica de 2013. Em 2015 entra no filme Cinzento e Negro de Luís Filipe Rocha, sendo nomeada como Melhor Atriz aos Prémio Autores, CinEuphoria, Prémios Aquila e Globos de Ouro.
Em 2021, o São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, apresenta o ciclo “Este é o meu Corpo”, onde apresenta 6 solos que constituem parte do seu trabalho em teatro.

Moços d’Uma Cana
Os Moços d”uma Cana são David Pereira, José Abreu, David Caetano, Bruno Guerreiro, João Marques, Rodrigo Valentim, Jorge e Miguel Madeira, Renato Marques, Miguel Carrapiço e Cristiano Luz.
Na Escola Secundária de Castro Verde aprenderam a construir e a tocar a viola campaniça. O grupo Moços D”Uma Cana é o resultado de um projeto do agrupamento de Escolas de Castro Verde em parceria com as autarquias locais e a Cortiçol – Cooperativa de Informação e Cultura. Este projeto desenvolve a construção e o ensino da viola campaniça em âmbito escolar, com o intuito de defender a construção e do toque da viola campaniça, bem como do cante alentejano.

 

➔ CONSTELAÇÕES
Constelações é uma atividade com periodicidade mensal, que promove o diálogo entre práticas culturais tradicionais ligadas ao Baixo Alentejo e artistas contemporâneos. Desenvolve-se em três categorias: Oralidade (maio e setembro), Fisicalidade (junho e outubro) e Visualidade (julho e novembro).
Todos os sábados, na segunda quinzena de cada mês, decorrem estas sessões de diálogo, de partilha e de participação do público presente, que convocam abordagens diferente à oralidade, fisicalidade e visualidade, em espaços diversos em Beja, Serpa, Mértola e Castro Verde. Cada sessão é um momento único e irrepetível em que se procura uma relação de empatia e de experimentação entre os dois convidados.

Quando

Sábado, 19.06 2021, 18h

Onde

Centro de Artes e da Viola Campaniça, Castro Verde

Horário

18h

Bilhetes

Entrada livre

Inscrição

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